Mórbidos desejos
Quando lhe vi deitada entre as rosas brancas
Desejei mais do que nunca lhe dar um beijo
E dos portões do paraíso arrancar suas trancas
Formalizando a este meu mórbido desejo...
Queria sentir sua boca esfriando aos meus lábios
E sentir também o teu corpo sob o meu já fleumático
Se eu pudesse decifraria tua história deste alfarrábio
Tentando descrever o que me leva há este ecfráctico...
Então eu escreveria tudo ao teu ventre
Na morbidez pálida desta tua pele
Que por ventura, agora nada mais sente
Então não há nada mais que me libele...
São necrófilos desejos dominando minha mente
Ao ver rosas brancas que adornam e perfumam
Este leito onde seu corpo jaz, mas ainda envolvente
Onde minha estranha conduta, em outras se resultam...
Porque quando partiste lentamente, abandonei a razão
E pude ouvir voluptuosas vozes do teu frio mármore“- Venha comigo, não lhe dê esta privação
Nossos momentos foram bons, e jamais serão imêmore...”~Então escolherei a daga mais afiada que me cortará a garganta
Sangrando-me, deixando as rosas que eram brancas agora vermelhas
E ao ver meu corpo decaído em terra, e que não mais se levanta
Saberei que de minha vida se apagou a ultima centelha...
Mas era apenas um pesadelo, então com susto me acordo
Vejo-me em meio ao nada, de meu próprio eu
Olho para ao lado ainda há sua foto, então me recordo
Que por ti o meu desejo ainda não morreu...
Então procuro ao castanho de teus olhos embriagados
E há teu corpo devasso em meu desejo profano
Meu mórbido desejo, e mesmo que a vida tu já tenha cruzado
Serei uma nau fantasma, me colocarei a deriva no teu oceano...
Autor: Marcos Ramos
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário